quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

Analise do mapa da Queda da Bastilha.

Por Isa Saints.

Liberté, Egalité, Fraternité o início. 

Sem dúvida alguma a Revolução Francesa é um dos maiores marcos civis que estão registrados na história do Ocidente. A queda da monarquia, o início da busca pela ciência e tecnologia como mecanismo de sabedoria e orientação para o ser humano, o desenvolvimento social e abertura do mercado para os burgueses da época, além da implementação da democracia ainda que mais distante do que temos hoje que surgiu após este movimento nascido com a Queda da Bastilha, evento este que iremos analisar agora e compreende-lo do ponto de vista Astrológico. Este é sem duvidas um dos evento históricos que mais gosto no mundo todo. 

Vamos a ele então! Há algumas especulações quanto ao horário em que a Bastilha caiu. Num livro escolar de 2013 no qual estudei sobre este tema, nos falava que a Bastilha caiu anoite após as 18 horas mas antes da 0 horas. Já as fontes históricas indicam o horário das 22 como sendo o horário que a Bastilha caiu. Em outras fontes, desde o início do dia a Bastilha estava sitiada e veio a Cair de fato anoite. Trabalharei aqui com o horário das 18 horas,pois é aquele em que mais identifico com os acontecimentos do dia. Neste mapa utilizando o horário é os da 18 horas do dia 14 de Julho de 1789- Paris, França.

O Ascendente do evento caí em Sagitário aos 23° nos termos de Saturno e em trigono a Lua na casa 5 em Áries e em quadratura a Saturno na casa 4 em Peixes. Vemos a bestialidade sagitariana unida a necessidade de liberdade, pregresso e expansão do povo que se impôs perante o mundo quebrando paradigmas e uma cultura a muito estabelecida, vide o regente do Ascendente se dirigir para os temas da casa 9. As novas filosofias de mundo e culturais foram a pólvora que alimentaram e ergueram este ato de violência, ruptura e conquista. Júpiter se encontrava em Leão um signo bestial e do fogo. Unido a Urano, este Júpiter veio romper com as antigas regras do jogo e implementar um novo governo, tema tipicamente leonino: governo e poder. Por ser a casa do Sol e este não estava em casa, mas sim no signo anterior na casa 8, olhamos para este sol de casa 8 em aparente antecipação a morte do seu rei que já estava com seus dias contados e o quanto a vontade do Ascendente – povo era soberana até mesmo a seu poder. Não deu para o Lulu XVI. Este posicionamento representa muito o quanto a soberania do reino e a lealdade ao rei que estavam em seu fim, que viriam de uma maneira inesperada e violenta, mas eficiente como Leão.  

Vênus também participa deste ajuntamento lá na casa 9 em Leão, sem maiores dignidades e regente da casa 11 representante do ajuntamento populacional e a coligação entre diferentes grupos sociais que se alinhavam inteiramente aos designíos do regente do Ascendente e de seu regente- Júpiter. Mas não só isto, as questões financeiras e de classes influenciaram profundamente o estouro que foi esse momento histórico e brutal. Foram as decisões reais e seus conselheiros que acarretaram em um estresse social que marcaria o fim das antigas instituições de poder no país e no mundo. Essa Vênus que representa o povo unido, aplica um Sextil a Marte na casa 7 representante do armamento e dos exércitos que não vieram de fora, mas de dentro. Com o dispositor do Marte sendo Mercúrio em conjunção separativa ao Sol na casa 8, demonstrava o quanto a força e luta estava concentrada para as autoridades nacionais, e não internacionais cujo o alvo era principalmente o Rei que por não estar forte mas ainda assim era o rei- Sol, acreditou que poderia impedir que a revolta se espalhasse apenas com sua palavra e direito soberano de governar. Isso não aconteceu, pois Júpiter favoreceu o Povo e a Luta armada em sua conjunção a Vênus e Sextil a Marte e a falta de aspecto ao astro rei que estava em sua Exaltação no momento enquanto júpiter se encontrava em sua casa. Houve assim a troca de poder, do governante para os governados. 

Este povo revoltado, armado e belicoso estava descrito no posicionamento da Lua em Áries na casa 5, que aqui representa a repulsa social aos luxos e extravagancias da corte, tema desta casa neste mapa. Áries um signo quente e seco, bestial e tipicamente associado a fúria e a violência dispunha sobre os temas da casa 8, indicando o alto índice de morte oriundo das ações populares e do uso intenso de armas vide, a tão famosa guilhotina que foi implementada durante a Revolução Francesa como principal instrumento de morte. O caráter Lunar ariano demonstra também o quanto essa revolta estava apenas começando dado o fato de que a Tomada da Bastilha apenas acendeu o que mais tarde ficou conhecido como: Revolução Francesa. 

A Lua se opunha a Netuno, o demonstrava a antipatia da plebe as crenças e hierarquias existentes na época e a própria revolta que se virou contra o povo que se encarcerou, se matou e se destruiu neste processo de revolução que se instaurou com o fim da Bastilha, uma prisão muito utilizada pela monarquia para punir seus opositores. E fora ali, nas prisões de Netuno que o povo descontou sua fúria, e deu início a sua matança. O antagonismo da coisa e tal típico de Netuno que cabe um adendo para si mais a fim do texto. O Sol e Netuno se viam por uma quadratura separativa, o que indicava o distanciamento das intenções sociais inicias do movimento com os rumos que essa levaram mais para o fim de sua existência. E também o quanto o poder mudou de mãos muito rapidamente nos anos que se seguiram a luta e dentro da própria luta em si. Primeiro o povo, depois os guardas, depois os intelectuais assumiram a narrativa da briga. 

Saturno na casa do território nacional e o governo em si no signo de peixes retrógrado sem maiores dignidades e regente das casas 2 e 3 demonstram o quanto o apoio do antigo regime eram fracos, débeis e se apegavam a um poder inexistente, mas autoritário e possessivo. O próprio Saturno nesta casa demonstra a miséria que assolava o país e o favorecimento das elites que dominavam até então a economia e o comércio, vide o trigono Mercúrio a este Saturno, sendo ele regente da casa 2 das posses e valores correntes em aspecto ao regente da casa 10, casa essa que representam a nobreza e aqueles favorecidos pela realeza. Ambos fracos e emudecidos demonstram as várias manobras para eles permanecerem no poder a qualquer custo e sacrifício. 

Plutão retrógrado, cadente e nos territórios de Saturno demonstram o quanto essa explosão vinha se formando cada dia mais fortemente. Plutão na casa 3; a casa da comunicação nacional, as ideias regionais, fronteiras e a circulação interna de informações deixa ainda mais em evidência o quanto as fontes de conhecimento circulantes inflamaram o povo contra si mesmo e o Estado que se impunha sobre eles baseado em fatos e dados ultrapassados ao próprio momento histórico ao qual o mundo se preparava para entrar. O Sextil da Lua a Plutão demostra as convicções da massa quanto as suas ideias e intensões e o quanto suas ações poderiam reverberar no mundo a sua volta. Já o trigono a Netuno nos fala sobre o quanto a euforia do momento, e a crença aquariana em uma utopia renovadora estavam sendo influenciados por uma outra casta social que estava prestes a acender após essa revolta social ter se apaziguado. Netuno é de sua importância neste mapa coletivo, pois demostra claramente a existência de dois mundos dentro do movimento libertário francês: um desejavam que a monarquia caísse para assumir seu lugar e para isso financiou pensadores e filósofos que o autentificassem. Basta olhar para aquele Júpiter inflamado na casa 9 e o quanto as ideias pregadas pelos pensadores levaram todos a contribuir indiretamente ou diretamente para as aspirações deste grupo, enquanto o grande povo e a massa de manobra para a derrubada do poder vigente estava cega por estes mesmos ideias, mas que deles pouco compreendiam. Basta olha para a oposição Lua/ Netuno. Há uma separação bem clara ali de quem governaria e de quem seria governado. 

Quis me aprofundar apenas nos tópicos iniciais deste evento que foi um experimento para temas como análises de marcos históricos e grandes eventos sociais e também demonstram a leitura com certo fico no transaturninos. Também quero fazer algumas observações sobre posicionamentos planetários ainda comentando sobre este mapa, que poderão ser vistas neste 2023 – claro que não no mesmo tom, mas com a mesma pegada. Saturno esta prestes a entrar em Peixes, Marte já está em Gêmeos e Plutão daqui a pouco entra em Aquário, posicionamentos estes presentes no fatídico 14 de Julho de 1789 que se repetirão no próximo ano NÃO DA MESMA FORMA, MAS NOS MESMOS SIGNOS! É algo a se considerar dado o cenário mundial no qual estamos imersos. Os nodos estavam também em escorpião e touro mas em posição inversa; sul em Touro e Norte em Escorpião. Será um prelúdio para que as ideias pregadas lá na revolução francesa de fato sejam implementadas agora? Afinal foram 233 anos para que essas ideias fossem amadurecidas. Os frutos virão? 

Pessoal sigo de molho por recomendação médica e ainda em exames e análises. Por isso minha agenda segue fechado, exceto para duas pessoas com as quais já fiz contato e entregarei o mapa como combinado mais agora frente. Nessa rotina de hospital tenho estudado e repensado muitas coisas e esta da Queda da Bastilha foi um das quais quis refletir sobre a ótica Astrológica e gostaria de compartilhar com vocês aqui do tédio da minha cama. Gostaram? Comenta aí o que achou. 

Boa noite a todos!





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ESTE NÃO É UM TEXTO MEU. Estou repassando pois é o mais bem escrito que já li a autora nunca mais postou nada para lhe creditar os préstimos...