terça-feira, 12 de novembro de 2024

Paises e os planetas

 Vocês sabiam que os planetas estão associados a alguns países? Os signos também estoa associados a países e cidades, mas a condição dos planetas é mais curiosa neste quesito e por isso trouxe a relação abaixo entre planetas e países que foram definidas principalmente por observações celestes em relação aos planetas apontados abaixos: 

Saturno: Índia, Zanzibar (Ilha da Tanzânia na África), Abissínia (Etiópia e Sudão), Egito, Etiópia, entre o Ocidente e o Sul, Yemen, Arábia, Nabateia ( Região da Jordânia), Alemanha, Saxônia (Leste da Alemanha), Stíria ( Estado da Áustria), Romandiola (Região do oeste italiano), Ravenna (Região da Itália), Constância (Vila portuguesa), Ingolstadt (Alemanha). 

Júpiter: Babilônia, Fars, Khorasan (antiga regiãoda Pérsia que hoje está localizada no Irã) , o país dos Teviks e dos Berberes na África até ao Ocidente. Irã, Afeganistão, Tajiquistão, Uzbequistão, na província de Xinjiang, na China e no norte do Paquistão, Hungria, Espanha, Cullen (Reino Unido). 

Marte: Síria, Grécia, Slavonia,Cisjordânia, Israel, Lombardia (Itália), Batavia (Países Baixos), Ferraria (Região da Itália), Goíhland ( Região da Escandinávia).

 Sol: Hejaz, Jerusalém, Monte Líbano, Armênia, Alan (Região da França, Dailam ( Região da China) e antiga rota da seda. Itália, Boêmia (Região atual da República Tcheca), Fenícia (atual Líbano, Síria, Israel e Palestina em partes) e Caldeia (atual Síria, Iraque e Turquia).

Vênus: Babilônia (atual Iraque) Arábia, Hijaz e sua vizinhança, Áustria, Campânia (Sudoeste italiano), Polônia, Parthia (Irã) e Chipre

Mercúrio: Meca e Medina ( Arábia Saudita), Iraque, Gilan (Irã), Grécia, Flandres (Bélgica), Egito, Paris (França).

Lua: Mosul (Iraque), Azerbaijão, Holanda, Zelândia, Dinamarca, Nuremberg (Região da Alemanha), Flandres, (Bélgica).


Como a astrologia na maior parte do tempo da história humana foi praticada nas regiões do mundo antes das navegações, as Américas e parte da Oceania não são apontadas nos estudos antigos.



Casa 8

 Casa 8 - Significados Clássicos. Astrologia Tradicional. 

Como me pedido nos comentários venho trazer um dos tópicos pedidos que foi sobre a casa 8. Vamos ver os significados dessa casa, mitos e lendas sobre essa casa e visão clássica da casa.

Essa casa é uma sucedente, feminina e maléfica pois é invisível ao ascendente. Seus temas são fúnebres e difíceis, pois ela trata da própria morte do nativo, a herança que se herda dos mortos ou do cônjuge. Significa arrependimentos e angústias. Também fala sobre coisas antigas e coisas que são dos outros. 

Os mitos a respeito dessa casa provém da modernidade que conecta-a ao sexo, quando na verdade ela nos fala sobre os órgãos sexuais. Como uma casa de morte falará também do ato de maior vida? Mito. Não é uma casa de transformação, pois isso não existe dentro da linguagem astrológica! A menos que seja sua transformação de vivo para morto. Não significa também temas emocionais ou espirituais. É uma casa fúnebre e amarga e não indica nenhum tema evolutivo ou facilitado. Tudo nela é complicado e indica dores, sejam suas sejam causadas a você. Também não é uma casa de sombras! Outro tema inventado pela modernidade histórica com o advento de psicanálise que nada tem haver com a astrologia. Então, não existe sombra nessa casa. Também não é uma casa de Plutão ou de Escorpião. É uma casa de ordenamento saturnino pela Ordem Caldéica e é ANÁLOGA a Escorpião, mas NÃO É UMA CASA PERTECENTE A ESTE SIGNO. Não é uma casa de poder nenhum! É uma casa das perdas, como alguém vai ficar poderoso quando perde tudo? Inclusive o corpo. Mito.

Na casa 8 estão os temas das dificuldades materiais como as dívidas, as perdas econômicas e aquele dinheiro difícil de ser tocado ou que vem com dificuldade. É a casa das crises e sempre nos deixa com cabelo em pé quando em evidência num mapa, principalmente numa revolução com o Sol ou o Asc na casa 1. Ter o Sol neste local num ano de aniversário não vai te matar! São vários os fatores para configurar sua morte. Então relaxa. Casa 8 vai te matar, mas só no tempo dela!

 A astrologia e o fim do mundo? 

Isso existe?

"Grande Ano" era um conceito frequentemente descrito nos tempos antigos, mas especialmente pelos estóicos. Geralmente significa o momento em que todos os planetas retornarão ao seus lugares originais e seriam marcados pela destruição e renovação do universo [...]". 

Este é um trecho do livro Mathesis de Firmicus Maternus onde o autor aborda o conceito de fim dos tempos do ponto de vista astrológico, que como a maioria dos estudos sobre este "evento" inevitável, buscou uma data para a ocorrência do mesmo, já que a princípio, a matéria não dura para sempre, nem mesmo a materia e a forma dos astros. Ela, a matéria se expande, recolhe, desfaz-se e é refeita. Assim são os planetas e suas eras que em algum dia marcaram o juízo final. Como assim? Há uma uniformidade teológica e cosmológica de que os astros datam a passagem do tempo do destino da humanidade através de seu movimento ininterrupto e circular. Cada passo dos céus, é um passo no caminho do mundo onde, num dia ainda não muito bem definido, tudo que se tem será perdido e o novo vingará. 

Para alguns, quando o Sol e a Lua deixarem de nascer e morrer, será o fim de tudo. Para outros, um poderoso eclipse pronunciará o fim. Já para a maioria, quando os planetas se alinharam perfeitamente tal qual foi no começo de tudo (Thema Mundi) e as estrelas reais estacionarem, o fim estará próximo. Foi deste pensamento defendido por muitos astrólogos e astrônomos antigos que a observação do alinhamento dos planetas em um mesmo sinal (signo), prenuncia acontecimentos marcantes e importantes para o mundo. 

Os céus sempre foram e serão a correspondência entre os Deuses e os homens e portanto, os astros serão responsáveis por anunciar os eventos deste tão aguardado reestabelecido da ordem cósmica que do meu ponto de vista não virá tão cedo. Contudo, dentro dos próximos anos poderemos sim ter alguns "céus" renovadores da ordem mundial. O mais "proximo" deste momentos celestes é o mês de setembro/outubro de 2040, quando 6 dos 7 astros estarão alinhados no signo de Libra. Essa é a minha interpretação sobre este evento futuro e tão aguardado por mim e entusiastas do "great reset" espiritual. 

Boa semana para todos!




Magia, religião, mitologia e a astrologia. - Arcontes.

 Os planetas são os arcontes ou os arcontes são os planetas? 

Dentro dos ensinamentos gnósticos e das várias teorias das origens dos homens e do mundo, os planetas são a forma física dos arcontes que lutam contra a humanidade e nossa elevação ao estado mais claro e iluminado alcançado através da nossa jornada pelas sete esferas planetárias. Loucura total isso, mas achei uma posição bacana de ser mencionada, pois dentro do gnotismo há uma forte relação entre os planetas como fases da alma a serem conquistas. Algo muito semelhante a filosofia astrologia babilônica que pode ter sido reaproveitada e modificado para o pensamento gnostico. Mas o que são arcontes e como eles se conectam aos planetas? Falar disso é espinhoso e muito confuso e primeiro devemos explicar o que o termo “arconte” significa e quais suas origens. 

“Os Arconte, no singular (Grego ἄρχων, pl. ἄρχοντες, "alto oficial", "chefe", "magistrado"), seria qualquer um dos seres que foram criados juntamente com o mundo material por uma divindade subordinada chamada o Demiurgo (Criador). O termo aparece como uma designação para seres sobrenaturais nos escritos judeus, cristão, no neoplatonismo e no gnosticismo. Os arcontes podem ser tanto bons ou maus, mas frequentemente o termo designa seres que são hostis ou malévolos. Mas eles são em média maus e apresentados como perturbadores da ordem celestes e senhores do Caos que implicam sanções e limitações a ascensão da alma. A Criação Original nos conta sobre o conflito primordial de Satã contra o mundo-luz. Sete poderes hostis foram capturados e transformados em constelações nos céus onde eles eram vigiados por poderes estelares benéficos e impedidos de fazerem o mal. Cinco dos poderes malignos são os planetas, ainda que aqui o Sol e Lua obviamente não sejam reconhecidos como tais pela simples razão de que na religião oficial Persa eles apareciam invariavelmente como divindades benéficas.”

Sendo assim, os planetas são a manifestação astral dos arcontes que foram limitados em suas peripécias malignas e portanto agora são agentes da ordem cósmica obrigados a trabalhar em prol da evolução celestial, uma vez que, eles representam obstáculos e também virtudes que serão alcançadas através do esforço contínuo da alma. Algo que a cosmologia dos planetas trabalham profundamente, já que associam os planetas a degraus de evolução até a esfera superior a Esfera do Firmamento onde está Deus, o verdadeiro e onde os arcontes não podem nos testar mais com seus jogos. Tal pensamento é curioso, pois dentro da astrologia os planetas significam ações e por vezes situações que passamos que fazem parte desta escalada espiritual, onde a posição celestes (zodíaco) dos planetas somadas as suas combinações terrestres (casas) ensejam momentos de dor ou momento de realização que tem como objetivo elevar a alma a seu local ideal no fim desta jornada.

Para algumas correntes do gnotismo os planetas estão associados aos sete mais importantes dos arcontes que possuem vários nomes e os planetas são apenas manifestações físicas deste governantes. São eles: 


Yaldabaoth - Saturno.

Iao - Júpiter. 

Sabaoth - Marte.

Astaphanos, ou Astaphaios - Vênus.

Adonios - O Sol. 

Elaios, ou Ailoaios, ou às vezes Ailoein - Mercúrio.

Horaios - A Lua.

Há quem não leve em consideração os termos e os usos dos arcontes porque é uma maluquice em sua essência. Contudo, este estudo ou análise do entendimento do mundo, buscou como muitos outros, justificar ou unificar a própria vida humana, física e espiritual a existência dos planetas e a própria astrologia que não tem uma uniformidade sobre sua função, criação ou ainda sua origem dentro da experiência humana, já que em quase todas as civilizações antigas, a astrologia aparece como fonte de estudo ou como uma formação intelectual central e importante. E realmente não podemos traçar uma origem certa ou um porque nossos ancestrais buscaram e praticaram a astrologia, mas fato é que ela está em tudo e em tudo habita no que toca as várias correntes de pensamento cósmico a respeito das origens do homem e da sua vida neste mundo. O gnotismo e os Arcondes são apenas mais uma manifestação do valor dos planetas para o entendimento de nossa existência. 

Este foi o texto de hoje.



Magia, religião, mitologia e a astrologia.

 Estrelas Reais e o Livro de Enoque. 


Como o livro mais místico da Bíblia se relaciona com as 4 estrelas reais da astrologia clássica? A estrelas; Formalhaut, Aldebaran, Antares e Regulus são a representação celestial dos quatro arcanjos que na mitologia de Enoque, reportaram à Deus os nefastos resultados da Rebelião de Samyaza. 

Para quem não conhece a história, Samyaza foi o anjo responsável por dar início a segunda Rebelião dos Anjos que agora desejavam a união com as filhas dos homens. Ele e seus companheiros, os anjos Vigilantes, fizeram um juramento perpétuo sob o nome de Deus no topo do Monte Hermon e assim evocaram ao pai para um ato nefasto. Da união entre os anjos e os homens, nasceram os Nephilins/gigantes que eram criaturas nefastas, corrompidas e más. Após a Rebelião de Samyaza, um anjo chamado Azazel veio para o meio dos homens e lhes ensinou magia e o domínio das armas que foram usados na autodestruição dos homens no tempo de Enoque, que era o mais santo dos santos dos homens que viveu em comunhão com Deus e teve acesso aos segredos celestes e a previsão de que o mundo seria refeito do caos que veio na forma dos filhos dos anjos. Isto foi antes da Rebelião e Enoque ficou tão abalado que escreveu seu Livro Sagrado que são ensaios sobre suas visões e desdobramentos espirituais. 

Os 4 anjos que assistiam a tudo isso eram: Uriel o anjo da sabedoria, Miguel o anjo guerreiro, Rafael o anjo anunciador e Gabriel, o anjo da cura. Eles atravessaram as esferas espirituais para levar a Deus tais noticias que foram recebidas com grande tristeza e fúria por Deus que delegou tarefas a cada um deles afim de eliminar o mal causado pelos anjos caídos e seus líderes. Uriel foi enviado a terra para instruir Noé a respeito da construção da arca e o dilúvio, Rafael ficou responsável por acorrentar Azazel com correntes de fogo celestial e lançá-lo ao abismo até o Dia do Juízo Final. Gabriel destruiu os Nephilins e Miguel junto com um exército de anjos comandados por ele, guerreou e lutou contra Samyaza e seus seguidores e também os aprisionou abaixo do Monte Hermon onde ficaram para todo o sempre. Já Enoque foi transformado em um ser espiritual, que para os judeus é a figura do Arcanjo Metatron, um arcajo de grande poder cujo a missão é proteger as crianças. Mas onde a astrologia entra nisto? 

No período árabe da astrologia, muitos ensinamentos antigos foram reavivados e reconstruidos sobre o ponto de vista daquele povo, que sendo um povo abraamico, acreditava em muitas coisas comuns aos judeus e aos cristãos. E uma dessas crenças é que os quatro arcanjos mencionados no Velho Testamento são aqueles que estão vivos na figura das quatro guardiãs celestiais posicionadas nos quatro cantos do mundo de onde eles atualmente vigiam e protegem o mundo da maldade dos Vigilantes caídos. São elas: Aldebaran a guardiã do Leste e a estrela real de São Miguel que em seu arquétipo incorpora a valentia e as honras que o Arcanjo também possui. Regulus é a guardiã do Norte e pertence ao Arcanjo Rafael e dele herda o arquétipo da nobreza e liderança. Antares é a guardiã do Oeste e pertence ao Arcanjo Uriel e dele recebe a obstinação e desejo por aventuras. Formalhaut é a guardiã do Sul e pertence ao Arcanjo Gabriel e recebe dele a força da fé e a eloquência. Em minha opinião, Gabriel deveria ficar com Gabriel por ser o senhor da cura e Uriel com Formalhaut que associa-se ao conhecimento espiritual. Mas quem sou eu para questionar a ordem das coisas? Fato é que a essa estrelas são associados aqueles anjos que melhor cuidaram e zeraram pela paz no mundo e a seguranca da humanidade. 


Espero que tenham gostado do texto! 

Já conheciam este lado das estrelas?



O que é zodíaco?

ESTE NÃO É UM TEXTO MEU. Estou repassando pois é o mais bem escrito que já li a autora nunca mais postou nada para lhe creditar os préstimos...