quinta-feira, 4 de dezembro de 2025

Meses e sua importância mitológica.

 Dezembro. 


Este é o mês mais yang que existe dentro dos cultos aos deuses que nos acompanham desde a antiguidade, pois a maioria dos deuses salvadores ou dos grandes restauradores da ordem cósmica nasceram neste mês ou tinham seu culto associado ao mês de dezembro, que no hemisfério norte marcava o ápice do inverno, o tempo da dificuldade, das dores e restrições. É por isso que um deus salvador era necessário, para que as pessoas mantivessem a esperança e acreditassem que dias melhores viriam. 

A figura do Deus jovem, puro e nascido para vencer o mal, surge nesta narrativa histórica do homem x as adversidades naturais que o limitam de todas as formas. Cabe ressaltar que mesmo nas regiões quentes do globo o inverno indicava um tempo de seca e de mares turbulentos, o que também prejudicava o comércio por mar e as trocas cambiais. Nas áreas ermas e geladas a história era de frio, morte, fome e doenças. Tudo isso contribuiu para a necessidade deste Deus misericordioso e fiel, que ama a humanidade e vem liberta-la do gelo e sangue através de seu próprio nascimento. Esse deuses representavam o ápice do amor e da dedicação dos céus para com sua criação. 

Mas também existiam festivais dedicados a mera celebração da vida para que todos se esquecessem dos problemas e novamente pensassem em dias melhores e mais alegres. Tais festivais podiam ser vistos a Saturnália, festival dedicado a Saturno onde as recompensas e a desordem tinha seu lugar vem de encontro a vontade humana de ignorar tempos difíceis e curtir a vida enquanto puder. Ou ainda, tais festivais surgem da constante necessidade humana de se auto recompensar por tudo e se super valorizar. Não é atoa que os deuses de dezembro são todos deuses poderosíssimos e todos muito mágicos. São eles: 

Mitra na Pérsia om seu culto super secreto e mágico dedicado para homens poderosos. Uller, o Deus nórdico associado ao Yule, que aliás deu origem a várias práticas que a Igreja corrompeu em nome do Natal, outro festival e o mais "atual" de todos esses que são comemorados em dezembro. Mas em dezembro, mais especificamente em 25 de dezembro, outros deuses também eram celebrados. Atis, Hórus, Osíris, Apolo, Hélio, Dionísio, Hércules, Krishna, Baldur, Odin e Hord. 

Ainda sobre os festivais de dezembro, temos no dia 8 o festival Ixchel entre os mais, o Festival de Neith no Egito, celebrado no mesmo dia, junto com o Astrea entre os gregos. Festival este dedicado à deidade da Justiça grega. Mas o maior de todos os festivais era a comemoração celta do Solstício de Inverno, que até hoje é um celebrado em comunidades tradicionais das regiões Celtas e que muito influenciou na escolha da "data" ocidental para o nascimento de Jesus Cristo, uma vez que o Solstício era uma celebração "universal" entre os povos não cristãos. 

Nem tudo era sobre os homens, já que algumas dessas muito poderosas também eram honradas em dezembro. São elas: Ameratasu, a deusa do Sol japonesa. Caileach Bheur, a deusa face da velhice da deusa tríplice da Escócia mitológica. Deméter, que se recolhia no inverno até o retorno de sua bilha Cloe que agora era chamada de Perséfone. Sua irmã, Despina, passava a reinar soberana sobre as frias noites de inverno já que sua irmã havia sumido. A Mulher-Aranha, a deusa dos Hopi, os nativos americanos, também foi cultuada em dezembro e celebrava a vitória da luz contra a escuridão. 

Pallas Atena/Minerva era celebrada em 1/12 na Grécia e Roma antigas. No dia 19/12 na Índia ainda é celebrado o Pongol, o solstício para Sarasvati. 23 era o dia de Hathor, o Egito que também era a Noite das Lanternas ou sepultamento final de Osíris, que morre e renasceu no mesmo dia. Dia 24 era o Modresnch, a noite das mães para os anglo-saxões e a Noite das mães da Alemanha pré cristã. Dia 27 marcava o dia de nascimento de Freya para os nórdicos e dia 31 em Roma era o dia de Hécate e no Egito era o dia da Sorte de Serkmet, enquanto na Escandinávia comemorasse o Norns e o Hogmanay na Escócia; o dia da expulsão dos maus espíritos. Dia 31 ainda conta com o dia dos Desejos no México e na Sicília é celebrado o Strenia, dia da deusa dos presentes. Dia 25 era também o fim da Saturnália em Roma e o dia de Genie na Grécia que também honrava Atena. 

Muitas festividades tinham sua data em Dezembro, algo que herdamos ainda hoje já que celebramos a passagem do ano, comemoramos em família com banquetes, presentes e bebida como faziam nosso ancestrais culturais e muitos milênios atrás. Existem marcas que nem o tempo pode apagar. 

A cor do mês é o dourado, branco, perolado e o prateado. A erva é o azevinho e o visgo, que são ambas plantas sagradas para os deuses nórdicos e par ao Rei do Azevinho, uma deidade muito antiga que aparecia nas noites de inverno no norte usando esses adornos na cabeça. As dos mês são o Romã, a Uva, a Pera e o figo. As bebidas são o vinho, a ambrosia e o hidromel. Velas e incensos são muito bem vindos em dezembro, que chega até os dias de hoje como um momento de celebração da vida. 


Feliz fim de ano para todos! 

Celebrem muito!!! Que suas mesas sejam fartas e que o chova bebida, presentes e bençãos a todos vocês!



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O que é zodíaco?

ESTE NÃO É UM TEXTO MEU. Estou repassando pois é o mais bem escrito que já li a autora nunca mais postou nada para lhe creditar os préstimos...