O Sol e a Lua são subestimados dentro da leitura natal?
Essa foi uma pergunta que já me foi feita mais de uma vez em minhas leituras. Qual a função dos luminares? Por que tanta importância para os luminares? Porque são tão difíceis de qualificar? Para responder a isso vamos fazer um mergulho histórico.
No hemisfério Norte de onde herdamos a tradição astrológica quando o Sol ingressava no signo de câncer, o verão começava e dependendo do ano, as cheias aconteciam, a fartura, o calor, o clima agradável e as poucas doenças nesta época do ano, faziam desta a melhor hora para estar vivo na antiguidade. A Lua possui domicílio em Câncer e a Lua Nova que acontecia neste signo determinava a fartura da colheita e a realização material ao longo do ano. Como a casa de um Luminar e o marco do Solstício de Verão, Câncer estava relacionado à época dos noivados, do primeiro banho do ano, das concepções, das primeiras colheitas ou semeaduras. Era tempo de renascimento! E nenhum signo poderia representar melhor o renascimento como Câncer. Até mesmo a passagem de Mercúrio por este signo no 15° em conjunção a Estrela Sirius era motivo de comemoração e esperança, pois fazia astrólogos, magos, sacerdotes e curandeiros.
Já o Sol em Leão está em casa! Indicava o ápice do verão. Os casamentos se tornavam oficiais, as coroações eram marcadas para essa época do ano, as competições aconteciam, as pessoas estavam mais dispostas e o trabalho era árduo. Havia esforço e remuneração e os homens estavam mais dispostos a tudo! As estrelas de Leão indicam prosperidade e abundância em sua maioria, e aquelas que não são boas são radicais ao extremo, como o Sol. O Sol é o arquétipo do rei desde a antiguidade, pois o Sol irradia poder e um rei deve ser poderoso. O Sol para o homem antigo era um marcador temporal que regulava suas colheitas, seu ciclo de vida e sua própria produtividade, pois de dia o homem trabalha e produz e a noite ele descansa e imita a luminosidade do astro solar com uma fogueira ou tocha.
Mas e a importância da Lua? Bom, este é o astro mais comum entre todas as civilizações da antiguidade, bem como o Sol. Sempre há um Deus solar e uma Deusa Lunar ou um deus que representa ambos. Mas a Lua em si controla a fertilidade, as marés, o ciclo da semeadura e germinação das sementes e o nascimento dos seres vivos. A magia e os ritos também seguem um calendário lunar e da mesma forma a Lua indica a passagem ou a contaminação de alguém, assim como controla também o nascimento e o tempo do parto. É o relógio cósmico que influência a própria existência humana nos mínimos detalhes, além de nos garantir a subsistência ao controlar os ciclos menores da humanidade. A Lua representa o júbilo, a produtividade e a fecundidade. Todos os temores humanos de alguma forma se relacionam com a noite, e o luminar que tem poder nesta hora é a Lua, e por isto ela é a Grande Sacerdotisa, a mensageira dos deuses que entram em nossos sonhos e nos contam as mensagens do outro lado através de seus oráculos. Os alucinógenos, drogas e entorpecentes são domínios lunares também, pois nos dão acesso ao outro mundo ou de alguma forma nos permite uma fuga para outro plano.
O Sol representa toda essa felicidade e realização do verão até hoje! Todo nosso potencial mora neste luminar, enquanto a Lua representa toda essa vida interior e satisfação por existir. O Sol é espírito e a Lua é a alma. Eles representam a totalidade do que somos e do que poderemos ser. Aqueles com luminares fracos não necessariamente serão desafortunados, mas podem enfrentar a infelicidade, a improdutividade, a solidão, a confusão, o temor, a melancolia e a insegurança. Luminares fortes representam maior segurança, disponibilidade, capacidade de se manter, alguma “sorte”, forte resistência a doenças e uma grande tenacidade, além de longevidade. O sect é determinado pela qualidade dos Luminares, que como condutores de nossa vida encaminham nosso destino e indicam uma maior ou menor realização. Claro que não desacompanhados, os demais planetas compartilham sua força com estes dois astros e podem delinear toda a sua existência.
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